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Bom, descobri nas últimas semanas que escrever dissertação foi uma coisa que eu não aprendi no ensino médio, e que no ENEM eles não estão esperando isso, dada a minha nota do ano passado.

Quando você começa um cursinho, primeiro a prova de desconto te mostra que definitivamente você não aprendeu nada no Ensino Médio, mas já no KK, eu aprendi a viver, não totalmente pois é um processo, mas aprendi algumas malandragens da vida.
Te digo que escrever crônicas foi um aprendizado de lá, porque tem certas formas na minha escrita que tenho certeza que são dos três anos vividos no meio do caos do Brás.

Percebam, novamente, que não há uma ordem para a escrita nesse blog, porque o objetivo não é Jornalismo gente, é relações públicas, mesmo todo mundo falando que deveria ser publicidade. Não tenho nada contra a publicidade, só não simpatizo com a idéia de trabalhar em agência, por exemplo. Bem que todo mundo que trabalha em agência diz que ama e odeia quase todos os dias, a liberdade, o clima, mas aí vem as datas, as cobranças e o não registro em carteira, que para mim é um problema, sinto muito.

Mas, voltando ao cursinho, estamos aí a quase um mês estudando 9 horas por dia, com a sensação de que deveria ter estudado 18, mas não há corpo que aguente. E olha que vou ao meu limite, só paro quando sinto naúseas, o que lembra minha mãe trabalhando em agência, o que me remete novamente a NÃO fazer publicidade, porque sinto que minha expectativa de vida diminuirá e não haverá saúde e vida social da forma que eu espero depois que esse ano acabar.
Porque todos esperamos isso, certo? Que depois de um ano de lástima, finais de semana no plantão, não ir em raves, shows, reuniões de família e amigos, chegarão as tão sonhadas festas da USP, o emprego dos sonhos, finais de semana de Sol e praia. Ó Deus, reserve isso para mim, juro que to merecendo, juro. Haha. E olha que não sou religiosa, para ver a situação de desespero da pessoa.

Já adianto que tem muito mais de onde veio, para fazer aniversário de um mês de cursinho, temos o que para dar de cara, agarrar e beijar na boca? Um simulado de dois dias simulando o ENEM, porque é isso que eu pedi, só pode!
Mas já que estamos aí, vamos abraçar a causa, porque mantém a cabeça longe de pensamentos ruins e te trás o chão. Porque o melhor remédio para uma fossa, uma TPM, uma briga de casal e família, meu amigo…são exercícios escritos da famosa BABY, para te tirar o chão e te colocar em outra dimensão, porque essa é a minha sensação, todos os dias.

. Rumo à ECA pessoal, ou qualquer outra faculdade que você queira. Amém.

. Laila Almeida Braga,

Um país de todos?

Proposta da redação: “…escreva uma dissertação em prosa, na qual você deverá discutir manifestações concretas de afirmação ou de negação da auto-estima entre os brasileiros. Apresente argumentos que dêem sustentação ao ponto de vista que você adotou.”

Calados, com a autoestima presa, quase que morta, dado o estresse que passa com questões de saúde pública, não planejamento habitacional e diferença social escancarada em novelas e jornais. “Quem cala consente”, mas consente já que não possui educação para gritar aos quatro cantos do mundo, que a situação está precária e muitas vezes desumana em seu país.
A sexta maior economia do mundo se esqueceu da parte cidadã dos subúrbios das cidades que movem a economia, e então deixou de pensar na educação dos que, daqui há algum tempo, vão reger a massa para o progresso. Questões de saúde e infraestrutura são deixadas de canto nas periferias, aumentando a desigualdade e marginalidade ao ponto da estrutura criminal ser mais organizada que o governo.
A sociedade brasileira tem sido um espelho do Estado, que rouba e engana cada um que votou com o pensamento da bandeira, ordem e progresso, chegado o momento em que ninguém mais acredita, e sim desdenha, pois há indignação por toda a nação e falta de informação para poder, então, reverter a história.
A mídia que atinge a massa tem sido um fantoche governamental, deixando escapar pelos dedos informações essenciais para o povo que continua cego e servo do Estado, engolindo à seco as mentiras e omissões de um governo exploratório, que visualiza produção econômica e não os direitos humanos.
Então, a autoestima é deixada de lado pela população, que sonha com uma vida melhor e batalha para que pelo menos seus filhos possam mudar essa realidade.

. Laila Almeida Braga

Esse é o primeiro texto que faço a partir de uma proposta da Fuvest, leiam com carinho.

Queria ser capaz de fazer um brainstorm toda vez que eu pensasse em escrever. Porque vamos convir que escrever é difícil, exige tempo e carinho (ou não) sobre algumas questões. Tá bom, que questões? Porque fora você querer escrever você precisa partir de um norte para delimitar o sul. E não está fácil, mesmo. Vide a demora para postagem.

Algumas coisas, exercícios e pessoas, preenchem tanto o tempo da nossa mente, que é quase impossível conseguir escrever sobre alguma outra coisa.
E é engraçado que ao escrever um texto a partir do querer, você faz uma infinidade de perguntas sobre ‘ o que vou escrever agora?’.  Como podem perceber, continuo sem saber sobre o que escrever, tá aí a graça: escrever sobre nada parece render vários parágrafos, olha que maravilha!

Isso porque eu tinha colocado um título, ‘para todo o tempo do mundo’.

Podia então escrever sobre a importância que teriam os dias se eles tivessem 3 horas a mais. Porque olha, como se passa na Fuvest com apenas 24 horas por dia? Eu ainda não sei, mas vou ter que desenvolver um método para atingir tal proesa.
Então, escreveria, também, sobre o tempo que deveria realmente congelar, apenas o tempo, não os nossos corpos, porque São Paulo já não é lá uma cidade fácil de morar, então o planeta decide mudar a sensação térmica de uma semana para outra de ‘estou morrendo de calor’ para ‘vou morrer de hipotermia!’. Não tá fácil não!
Parem o tempo! Antes que ele pare o seu coração.
Isso me faz lembrar dos moradores de rua, da campanha do agasalho, dos cobertores que eu fazia quando nova no tear.
Olha só! Fui do não saber o que escrever para um monte de informação. Mas quanta informação dispersa, meu Deus. Não sei nem se deveria compartilhar isso com o mundo, mas quem nunca teve dificuldade de escrever que atire a primeira pedra! Que darei a todos um tema de redação bem querido da Fuvest, para ninguém meter o pedelho. Porque, repito, não tá fácil não!
Fácil, extremamente fácil, eram as semanas do técnico, do ensino médio e como elas passam, passam tanto que agora tenho 19 anos e ainda não sou a Joana Darc. Ó vida cruel!
Deixo-lhes com o mesmo nada do começo do texto, mas desejo de verdade que as temperaturas subam e que o céu amanhã esteja azul e límpido.

. A vida dá uma enriquecida com os floreamentos que são dados.
O amor tão cheio de vida, que mal cabe no peito. A dor parece ter o tamanho do mundo, ou pelo menos o peso dele. A risada parece tirar o ar, mesmo nas coisas que não deveriam ser engraçadas, não pelo senso. A tragédia toma corpo, mas tanto que vira notícia de feed e de programa de tv.
Nenhum sentimento e acontecimento escrito é tão forte e bonito, quanto aquele que é floreado, cheio de dizeres bonitos que chegam a fotografar em sépia as palavras. Então não vejo nenhum mal nas frases de auto-ajuda, nem nada, porque acho que todo mundo precisa de uma AUTO-AJUDA, e se isso vier com ajuda de terceiros, fica mais fácil ainda.
Acho lindo aqueles que cantam seus sentimentos aos quatro ventos, porque qual é o problema de sentir? Parece que é cafona mas, ao invés de  guardar tudo pra si use palavras como válvula de escape. Acho lindo mesmo quando as palavras, que estão cheias de sentimentos são cantadas com os floreamentos. Sim, isso enriquece e livra muita coisa que tá em cima de você. E não vejo o porque de não compartilhar. As mais belas palavras são jogadas com o sentimento, não importa se bom ou ruim, mas jogadas ao vento não, quando documentadas são melhores ainda.

. Estou na fase da auto-ajuda. AUTO-ajuda, mas se isso ajudar terceiros, melhor ainda.

A intenção aqui não é de declaração de amor, pedido de desculpas nem nada.
O desabafo, que tem ocorrido com todos os meus amigos, que graças a Deus tem muita paciência, haha, e que tem me ajudado muito.

” Coisas que não se devem fazer, por Laila Almeida Braga.”

. vamos falar a verdade, sou a melhor, melhor do mundo em fazer besteira. Parece até um vício, mas estou largando qualquer tipo de vício para aprimorar o espaço mental para as aulas de cursinho.
Como diz minha mãe, meio que enlouqueci nesses últimos meses. Tive uma soberba maior do que meu corpo, decidi largar tudo, e sei lá, viver de vento, porque pelo menos perdi 9kg nesses útimos 3 meses. Que vou te contar, não foi fácil não.
Pode parecer hipocrisia, de que eu estava bem, ou também tiverão os que disseram que eu estava na pior. No português claro, a pior só vem quando você cai em si e na quantidade absurda de coisas ABSURDAS que você fez e disse sem necessidade alguma.
Faz tanto tempo que eu não escrevo, que deveria tomar um tapa do teclado, ou até uma auto mutilaçao. Porque a escrita sempre foi uma fuga, mas acho que eu tava fugindo tanto de mim, que as vezes na escrita eu ia encontrar tudo o que eu encontrei agora, e tudo o que eu perdi também, que foi muito mais do que eu encontrei.

Para todas nós o que é um cara perfeito?

Isso é tão questionável quanto religião e futebol. Porque vamos falar a verdade, verdadeira mesmo. Alguém sabe o tempo inteiro o que quer? Porque olha, demorei 3 meses para saber que tudo o que eu queria tava aqui comigo, todos os dias. E a trouxa, acho que como boa parte das mulheres ignora o fato de que o cara quer muito e apenas o seu bem, e aí você surta, porque você é soberba e não teve a capacidade de enxergar o quão maravilhoso eram todos os momentos do lado dele. E como eram!! Meu Deus!!
Aí você vai e critíca tudo o que ele, com muito esforço e amor, faz por você. Por que maldição você faz isso? Porque você não teve a capacidade de enxergar o quanto podia machucar ele, e o quanto ele te faria toda a falta do mundo.
E o que você faz depois que você percebe o quanto fez ele sofrer? EU, sinceramente, não sei! Eu, que não sou a melhor para dar conselhos, vou te contar que a minha saída foi ser sincera com ele, porque as vezes diante da verdade não temos o que fazer, que foi o que aconteceu quando eu percebi tudo.
Seja sincera amiga, mas antes de fazer uma merda, se imagine com ele, em todos os momentos bons, principalmente no começo, quando  você fez com que ele se apaixonasse, não pela menina horrorosa que você era no término, mas sim pela menina cativante que você foi ao querer conquistá-lo.
E o seu erro, gata, foi pensar que não precisava reconsquitá-lo todos os dias. Porque sempre precisa, sempre!
Não pense jamais que você é melhor, porque querer estar junto, é andar lado a lado. POR TUDO! Porque é felicidade que você tá procurando quando está junto de alguém, não empecilhos, que não vão levar a nada.
Estamos todos juntos, para transformar o dia estressante no trabalho, em risada, em carinho, em beijo e tudo o que tiver para vir de bom.
E difícil mesmo, é quando você teve aí, esse cara que sempre te quis tão bem, e que agora é tudo o que você quer e precisa, e chega em casa, vazia, vazia feito uma embalagem, porque para todos os meninos e efeitos você é isso, um produto. Mas para ele, você é a futura mulher, mãe dos filhos que terão.
Companheirismo gata! Não esquece, que você tá com ele para ser companheira, em todas as decisões dele, porque você só o quer bem. É o bem que ele te causa que você tem que devolver em dobro, em triplo, e zás.
E não esqueça de nada, nunca! Esqueça só das coisa ruins, das briguinhas por nada, porque elas realmente não levam a NADA, só coisas ruins, acredite em mim.
E ame ele, e por mais que agora você não o tenha, o amor está aí, pode doer um monte no começo, mas você sabe o quanto ele te fez bem também, e não tem porque perder o amor. Amor realmente é vida, como dizem os livros de auto-ajuda. Não abandone-o e nem desista, com sinceridade se vai longe, muito mais longe do que pensa. (:

E se depois de ler tudo isso você perceber o quanto você é, ou foi cretina, muda, muda não só por ele, mas por você e por todos os quais você convive. Porque o mundão bate, gata, e machuca, de verdade. E para estar nele e sobreviver você precisa de amor, e o amor só sobrevive com  carinho e cuidado. Ninguém vive de amor, mas viver com ele, é muito mais fácil e gostoso.

. Laila Almeida Braga

Tema: Prostituição Infantil.
Aula de LPL – Etec Carlos de Campos


Se deita, se faz de mulher nem que seja por minutos. Encara, muitas vezes, o que uma mulher não tem estomago para encarar. A pele recém feita, aveludada, se tornando brinquedo nas mãos sujas de homens sem escrúpulos, sem honra e sem noção.
A barriga ronca, pela falta de comida; a garganta cala a sede, a sede do mundo, a sede por sede, sede de saber.
Pernas miúdas e pés descalços na beira da estrada, só esperam mais um dia de angustia e trabalho árduo, para olhos que nada vêem, olhos de quem sente o que se tem medo de dizer.
Corpo, alma, mãos calejadas, de crianças que foram esquecidas esperando seu próximo caminhão.

 

. Laila Almeida Braga

Nascemos pensantes, nossas mães nos ensinam a andar, choramos por comida, aprendemos a falar, pelo simples ouvir. Ouvir o mundo, para que façamos parte dele.
            O Sotaque, a formar qual se veste, a postura diante do outro, as referências pessoais, tudo isso surgiu por meio de trocas de informações. Trocas ocorridas tanto na escola, quanto no trabalho e até mesmo em casa, são por meio de dupla-troca, cabe a cada um escolher o que irá absorver de tudo aquilo.
            No trabalho é onde há mais problemas morais, onde o “não saber o que fazer” faz com que, com o tempo, nos tornemos tão ‘do trabalho’ que parece que somos
a empresa.
           
A Lei de Gerson* é tão presente que após todos os esporros possíveis, a sensação de ‘ ninguém é confiável’ toma conta. Se esvai todo o muno ditado nas novelas, coma família rica e impecável, dois ou três vilões e os injustiçados.
            Todos temos a idéias pronta do que é ética e moral, que devemos fazer de tudo para que o mundo seja um lugar melhor. Contam a nós histórias pela metade sobre multinacionais, se esquecendo de pequenos detalhes, para eles não tão importantes como, a privatização da água de um país, teste de cosméticos em animais ou mesmo do trabalho semi-escravo de crianças chinesas. Mas as propagandas continuam perfeitas e emocionantes, dondocas passeiam com seus cachorros enquanto seus maridos fecham contratos milionários que podem acabar com uma espécie ou mesmo com uma mata inteira. Isso tudo para passarem na televisão como socialites, os mais desejados e ricos, com colunas no jornal.

Valores éticos e morais são difíceis de se crer, quando estamos no mundo do ‘mata-mata’, onde todos gostam de levar vantagem em tudo. E isso nos é ensinado desde nosso primeiro McLanche até nosso primeiro emprego.
            Fazemos muito pela aceitação dos nossos valores éticos, perdemos com isso muitas vezes, já que nem sempre há reciprocidade nisso, podendo levar a uma briga sem fim já que, cada um defende o seu com unhas e dentes.
            Uma mãe que mora num barraco na periferia da cidade, que viu seu filho acabar em crack e o outro baleado numa briga, que vai todos os dias à Igreja e ora pela paz, por uma vida melhor e por seu direito de ir ao céu. Como pode dizer algo dessa mulher, vendo-a de longe, com as vestimentas gastas pelo tempo, pelo olhar fundo e sofrido e querer que ela tenha a mesma postura moral que uma dondoca, sem filhos, com sua bolsa e sapatos que valem mais do que todo o dinheiro que aquela senhora terá? Valores são totalmente diferentes, eles condizem com sua realidade, com o meio em que vive.
            Programas, “refazemos sua casa” só aumenta mais a ilusão de igualdade e do pensamento no próximo. Há motivos óbvios para os mesmos, audiência, pois o público alvo é igual ou semelhante ao da façanha do programa.

            Ética, em si, remete a diversos pensamentos bons, que são destruídos pela realidade da atual sociedade.
 
 
* Na cultura brasileira, a Lei de Gérson é uma “lei” não-escrita na qual a pessoa que “gosta de levar vantagem em tudo” segue, no sentido negativo de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com questões éticas e morais.

 
 
 

 

A expressão originou-se em uma propaganda, de 1976, para a marca de cigarros Vila Rica, na qual o meia armador Gérson da Seleção Brasileira de Futebol, era o protagonista.

A propaganda dizia que esta marca de cigarro era vantajosa por ser melhor e mais barata que as outras, e Gérson dizia no final:

Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também.—Gérson 

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