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2º Ato de 2016

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. Ontem fui invadida por diversos pensamentos .

Num primeiro momento, chegando ao ato, um moço tinha quase sido preso por estar todo de preto e ter encarado os PMs, um cordão de PMs de um lado, uma porção de manifestantes, um caminhão de 25 milhões do choque, umas dezenas de P2 dentro da concentração.

1º pensamento – Vai dar merda.

Num segundo momento, a PM estava fazendo as pessoas darem a volta na Haddock Lobo para entrar na concentração, assim o direito de ir e vir já estava um pouco mais inexistente.

2º pensamento – Vai dar merda.

As bandeiras de movimentos sociais estavam levantadas, as baterias estavam mais que aquecidas. O ato estava se preparando para sair. Começou uma movimentação estranha com câmeras apostos. Era uma possível truculência inicial.

3º pensamento – Vai dar merda.

O ato começava andar, timidamente, parou. Fomos procurar um banheiro. Deu 2 minutos de sair do ato e conseguir chegar em um lugar menos cheio, a primeira bomba foi lançada.

4º pensamento – Vai dar merda!

As próximas 20 bombas foram lançadas, o lugar que estava vazio, começou a ser invadido por pessoas, que estavam tentando se proteger. A polícia estava encurralando o pessoal, era irrespirável. As pessoas estavam chorando, vinagres estavam sendo compartilhados, os olhos estavam vermelhos. Ardia, mas ardia ainda mais por dentro, por não ter acontecido nada. O ATO ESTAVA PACÍFICO, NO INÍCIO.

5º pensamento – Que cidade é essa?

Deu uma pausa, nas bombas, avistamos um prédio que estava sendo ocupado pelas pessoas, decidimos atravessar a paulista correndo até ele. De um lado estava o choque, do outro os PMs munidos de lançadores de bombas. Não dava para virar o rosto, só seguir.

6º pensamento – Estamos em um Estado de Exceção!

Quando entramos no prédio, me senti dentro de uma estufa de gás lacrimogênio, de gás de pimenta, de medo, de ódio. A solidariedade era natural, estávamos ali para nos protegermos de algo que está a serviço do medo. Era insuportável. A sensação de não possuir ar para respirar é uma das coisas mais aflitivas que tem.

7º pensamento – PRECISO DE AR!

Subimos até onde dava para respirar. Alguém disse que estavam tentando entrar no prédio.

8º pensamento – Manter a ficha limpa para concurso está a cada dia mais difícil.

Disseram que estava tranquilo, que dava pra sair. Saímos. Quando olhamos para frente, eram centenas de pessoas saindo dos prédios de mãos para o alto. Em fila indiana.

9º pensamento – NÃO SOMOS CRIMINOSOS!

Diversos gritos de “ABAIXA A MÃO” vinham, mas rostos brancos de magnésia, com olhos arregalados não conseguiam abaixá-las. Talvez fosse a primeira vez deles, talvez ninguém estivesse acreditando muito bem naquilo tudo. Era osmose.

10º pensamento – O que está crescendo dentro de todas essas pessoas?

Descemos a consolação, passamos por uma menina ensanguentada nos chão, com paramédicos ajudando ela. Diversas pessoas no entorno, olhando. A PM voltando a sua formação em fila, marchando. Nós continuamos descendo.

11º pensamento – Qual será a próxima?

Era uma legião de pessoas descendo a consolação, quase que mudas. Preocupadas com os que deixaram pra trás, se deparando com todas as ruas fechadas pela tropa de choque. Era tão nublado, tão nublado e fúnebre. Era uma espécie de morte pra democracia. Era alguma coisa que começava a fermentar.

12º pensamento – Que nome se dá para tudo isso?

Se ouvem bombas no começo da consolação com a paulista, as pessoas correm. As motos começam a descer a milhão. Parecia que não ia ter fim. O começo da legião decide entrar nas ruas do Higienópolis. Começam a descer dezenas de carros da tática. Eles iam ser encurralados dentro do bairro, ninguém ia conseguir sair!

13º pensamento – Vão começar a perseguição!

Passamos por um bar, onde o Cidade Alerta estava mostrando tudo. Um Rocam atropela um garoto para prendê-lo. Eram pequenos grupos correndo como se não houvesse amanhã. Era uma nova tática, dentre todas as outras de destruir a democracia.

14º pensamento – A que ponto eles chegaram?

Eu sei que o ponto que se chegou ontem, mostrou que há a necessidade de colocarmos em evidência tudo o que aconteceu. Foram tantas as formas de repressão. Foi um estado de medo constante. Eram tantas pessoas em pânico. Mas o que mais deixou em pânico foi a pouca quantidade de pessoas nas ruas.
CADÊ A POPULAÇÃO que quer melhoras nessas horas?
Eu sei que depois de ontem, não há como não aparecer para fortalecer os atos. Porque se estão pensando que o medo vai vencer, a gente vai com medo mesmo.
É muito mais do que 80 centavos desde 2013, é sobre os nossos direitos democráticos, sobre uma população inteira que está apática, e que não experimentou o poder da rua ainda.
Quem está com medo de verdade são eles. Medo das mais de 200 ocupações das escolas, medo dos jovens que não tão com medo de perder, medo que 2013 se repita, medo deles perceberem que estão realmente do lado errado.
Eles estavam vociferando, e não acho que vá fazer sentido na cabeça deles pra sempre, tudo isso. Sendo o trabalho deles ou não, o trabalho ele vai danificando o homem, até que ele surta ou sucumbe.

TODA E QUALQUER PESSOA É ESSENCIAL NA LUTA.
ESSE É O VERDADEIRO DIREITO A CIDADE, não isso que falaram que estávamos tendo.
Ontem foi uma experiência que eu tenho certeza que transformou quem estava lá.

15º pensamento – Saímos transformados.

Quer desafiar, não tô entendendo.
Mexeu com a população, você vai sair perdendo.

Foto de Helio Carlos Mello, para o Jornalistas Livres.

Dente di Leão

dear_a
Uma pergunta precisa ser respondida: Por que os brancos ficam tão revoltados quando ouvem “não”?
Caso 1
Pessoa Negra: Não me ensine sobre racismo!
Pessoa Branca: Por que não posso opinar? Essa separação só reforça o racismo! Você é racista, sabia?
Caso 2
Pessoa Negra: Esse grupo é um espaço para debater assuntos ligados à comunidade afro-brasileira, como racismo, e por motivos óbvios brancos não serão aceitos.
Pessoa branca: Por que não? Está me impedindo de participar de um grupo por ser branca(o)? Isso é segregação, sabia? Isso só reforça o racismo!
Caso 3
Pessoa Negra: Dependendo da forma que você usar certos elementos da cultura afro-brasileira pode sim ser considerando apropriação cultural.
Pessoa Branca: Como assim? Ridículo! Agora não posso mais ouvir samba nem hip hop? Você nem sabe do que esta falando, vai estudar um pouco antes de falar besteira.

cotas

Bom, eu poderia dar mais exemplos, mas esses…

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. necessária a leitura.

Versoando

Eu sou mais uma mulher que, sob a falsa bandeira revolucionária da liberdade sexual feminina, começou sua vida sexual de forma muito precoce. Foi majoritariamente com homens – e com seus incentivos – que minhas primeiras transas se deram há 6 anos, quando eu tinha recém feito 14.

Antes de me envolver em relações sexuais, eu já me masturbava com frequência, muitas vezes no banheiro – gozava sempre e razoavelmente rápido, em paz. Nessa época eu era bem criança e, apesar de já receber olhares invasivos dos homens, não havia caído ainda na serventia compulsória de agradá-los, de existir em sua função.

Não demorou muito para que isso acabasse e me ensinassem que mulheres amadurecem mais cedo que homens. De maneira muito fácil, assimilei, como boa aluna, que era assim mesmo: os meninos da minha idade brincavam de carrinho, enquanto eu já despertava desejo sexual por onde passava – dos…

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. o texto é tão sobre mim, que parece que foi escrito por mim.

marginália

Imagem: Negahamburguer

Ultimamente, ao ler e entrar cada vez mais em contato com feministas lésbicas eu passei a enxergar minha sexualidade por outra ótica, e passei a enxergá-la como um obstáculo à minha real emancipação. É incrível a lucidez das lésbicas pra falar de gênero, ou melhor, é incrível a lucidez de mulheres que se libertaram da manipulação e da necessidade de aprovação masculina pra falar de gênero.
Sou majoritariamente heterossexual, e com isso quero dizer que já me apaixonei por mulheres e sou aberta a envolvimento afetivo com mulheres, porém a maioria esmagadora das vezes que me apaixonei na vida, e a maioria de todas as minhas experiências até hoje foram heterossexuais. Não consegui ainda descobrir até que ponto a socialização feminina e a heterossexualidade compulsória, às quais fui submetida desde o nascimento, influenciaram a vivência da minha sexualidade. Acredito que essa descoberta seja um processo e, nesse ponto…

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. Sobre a aprovação da redução da maioridade penal tenho algumas coisas a dizer.

Vão dar uma olhada em quem aprovou isso, sério, é importante até ver o histórico dessas pessoas, porque o que elas tão fazendo com o país nesses 6 meses é de tamanha maldade, e ninguém sequer tá parando para pensar nisso, efetivamente.
Ontem, quando não aprovaram a redução, pode ser que quem é a favor ficou puto e tal, mas hoje a sensação que to tendo depois disso é de tristeza, tristeza profunda mesmo, duvido que alguém tenha sentido isso ontem. Vi muita alegria de companheiros de luta, e de um pessoal que também luta pelo direito da juventude preta,pobre e periférica.
Uma população que todos os dias é massacrada com programas sensacionalistas, que nos ultimos meses de repente só mostram crimes de menores de idade, aí dá uma sensação de impunidade, mas e os crimes da polícia? e as filas no sistema de saúde? E a greve dos professores que foi de uma importancia impar, e conseguiu ser destruida pelo Governo do Estado? Pra vocês foda-se né? Sabe porque, porque vocês não tem noção do que as pessoas tão passando, vocês não olham para o lado, vocês são narcisistas fascistas que tão destruindo tudo por causa desse individualismo que tem dilacerado os direitos brasileiros.
Vocês são INCONSTITUCIONAIS.Vocês ao invés de lutar para cumprimento do ECA, vocês vão lá e culpam NOVAMENTE a vítima real do sistema, que são os jovens. E as Jovens nisso tudo? que são marginalizadas, são refens de um cultura de estupro absurda! Que tem seus corpos, agora, mais uma vez violados pelo Estado, quem vai proteger essas jovens agora? Vocês vão conseguir lidar com o fato do estupro ser menos penalizados que antes para jovens de 16 a 17 anos e 11 meses? Vocês vão conseguir lidar com o fato da prostituição infantil ser crime somente para menores de 16 anos, abrindo mais espaço ainda para as jovens serem usadas? Vocês vão conseguir lidar com jovens indo para o cárcere que tem 70% de reincidência, ao invés de lutarem por uma melhora EFETIVA nas Fundações Casa, por exemplo, para que a reincidência de 15-20% seja zero? Vocês vão conseguir lidar com o fato de colocar jovens no cárcere sendo que são eles que são os mais mortos? Vocês vão conseguir lidar com o fato de terem servido de massa de manobra para os caras tirarem mais dinheiro da educação para por em presídios? Porque quem pagou a campanha deles também foram os caras que privatizaram em Manaus o cárcere, por exemplo. Vocês vão lidar com a manobra que eles farão para trazer em massa presídios privados, que ganham por cabeça, só importam com números e destroem cada vez mais os cidadãos? Vocês vão conseguir lidar?
Eu não consigo lidar.
Nossas jovens e nossos jovens estão morrendo. E ao invés de pensarmos soluções efetivas, cobrar do governo do Estado que façam melhorias estamos NOVAMENTE dando as costas pra esses jovens.
Vocês são horríveis. Individualistas que não pesquisam NADA para saber quais são as fontes das coisas que dizem na Tevê. São os monstros que não fazem NADA para diminuir a desigualdade no país e que reclamam do crime. São os lixos que acham que todo mundo tem que ser morto sem olhar histórico nenhum. Vocês estão alimentando um país que para progredir de novo com essa ascensão conservadora, que vai matar muita gente inocente, terá que renascer das cinzas, porque o que tão fazendo agora é atear fogo sem olhar pra trás.

. O texto se trata da primeira parte do relatório do trabalho de campo da disciplina de Geografia do Estado de São Paulo, que fora realizada pelo interior de São Paulo afim de desenvolver o processo de pensamento em relação as diversas fases do capital no estado, que permeia a não acumulação primitiva do mesmo, o que implicou no não desenvolvimento das forças produtivas para que se formasse um mercado nacional complexo, com industrias fortalecidas e com um campo produtor não somente de commodities, como será  observado nos próximos textos. 

               Quando se está inserido 24 horas por dia dentro do urbano, andando de transporte público, quase sempre cheio, quando se acostuma com os parentes vendo programas sensacionalistas onde a violência é um fator tão recorrente que para de chocar, quando a velocidade das informações é tão gritante que a fala quer sintetizar o mundo e mesmo inserido nisso tudo, é complicado perceber o quanto isso é determinante nas relações do ser para o todo.
                Isso fora percebido na segunda parada, onde com aquele jeito urbanoide e sintético de viver falou com os cortadores de cana de uma forma tão fugaz que só o silêncio deles seria possível de responder aquele espasmo de indagações das relações deles para com a terra e para com São Paulo, e assim o foi, o silêncio e as caras de vergonha. Pela primeira vez me dei conta do quanto o urbano desconhece as relações verdadeiras entre as pessoas, como se só as informações que os mesmos podem trazer importassem. Logo chegou alguém com mais tato, o professor, perguntou pausadamente cada informação que gostaria de extrair e os outros alunos foram fazendo o mesmo.
                Pegamos um grupo jovem de 18 a 20 anos, onde alguns cortavam cana pela primeira vez e outros já estavam a mais tempo, 4 anos por exemplo. Eles vieram de Pernambuco, de uma cidade chamada Araripina, onde planta-se mandioca, e vieram porque todos os anos em determinada data o proprietário das terras onde estavam vão busca-los para o corte, mas somente dos lugares onde as máquinas não conseguem ir. O combinado é terem alojamento, sem custos de transporte e alimentação e ganham por dia trabalhado. Alojados próximos a cidade de Capibariba, eles ficam de Outubro a Junho/Julho no corte e disseram que com o dinheiro arrecadado, cerca de R$1500 a R$2500 por mês, eles voltam para Pernambuco e compram carros e constroem casas e não pretendem ficar em São Paulo de forma alguma, que é o trabalho pelo trabalho. As botas com marcas do facão, a impressionante habilidade com o mesmo e a beleza do nordestino negro eram as feições deles, o que trazia um lance acolhedor por mais que fosse intimidador para eles aquela situação de ser parado por um grupo, majoritariamente branco para que fossem “estudados” o que foi a única vez na viagem que senti esse incomodo real vindo dos entrevistados. Havia uma diferença gritante social e racial naquilo, é de se pontuar.
                A primeira parada fora para nos situarmos das mudanças na paisagem, onde saímos do extremo concreto, cinza e jorrando esgoto, para um local verde, porém, habitado por uma quantidade significativa de fábricas e se formos pensar em Alphavile e lugares semelhantes, por casarões afastados dos centros das cidades. Assim, saímos de todos os pressupostos da reprodução social da cidade para então estar no meio “verde”. O que acontece foi que depois de um determinado tempo as indústrias em São Paulo começaram a diminuir suas taxas de lucratividade, o que faz parte do desenvolvimento do capital com o surgimento de novas empresas sendo seus concorrentes, por exemplo, e então para suprimir essa queda da produtividade do capital se dá a reprodução ampliada do mesmo, transformando aquele em mercado de terras somados ao “Ecoverdismo” que nada mais é que o fetichismo sobre a natureza, mas lembrando que tudo, inclusive o urbano é produto da natureza, sendo assim também o é. Esse processo aparece só como uma estrutura compensatória do caos, o que mostra o seu reducionismo ecológico, que também pode ser usado pelo capital para obter lucro com a natureza, com o “ser verde”, que é o que tem sido observado nas políticas superficiais das empresas de valorização do meio ambiente, como vemos com a Natura, por exemplo.

. b arbosando,

. “Quem poderá fazer aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela noite escura.”

Dos amores mais sinceros que tive, o seu nunca me desapontou. 
Das saudades mais intensas, a sua fora sempre a que me confortou.
E engraçado dizer como podem caminhos serem tão diferentes e se encontrarem, assim como o símbolo do nosso signo, dois peixes indo em direções opostas, mas sempre se tocando, como você mesmo o dissera. 

Não sei se já cheguei a dizer o quanto o admiro.
. (e)terno, sedutor, intenso, espiritual, amante, amado e amor. E tem dentro de si um turbilhão de sentimentos e de coragens que quisera eu poder sempre (com)partilhar. 
É como se expressasse a geografia, o novo, e os princípios todos de uma vida ainda não vivida.

Te acompanho de longe, pois, com você aprendi a respeitar os espaços todos, os meus principalmente. Aprendi que solidão é paz e autoconhecimento. E que amor é uma coisa tão inexplicável em palavras que só no olhar e no abraço se expressa com maior exatidão.

Tenho você comigo. E tenho uma mesma saudade em mim. 

Por sorte você não desapareceu digitalmente em sua totalidade. 
Procuro por fotos suas, de como você vê o mundo. Me conforta. Me devolve muitas memórias de um dos momentos mais incríveis da vida, que foram aqueles 3 anos que você estava inserido no meu cotidiano, um cotidiano nosso, que a gana pela arte nos trouxe. E que só olhando suas fotos entendo o quanto me faz falta. Fui por outro caminho, onde a arte nem sempre está tão presente. Você a respira e a transpõe pro mundo, com uma beleza que só a sua delicadeza seria capaz.

Escrever em segunda pessoa sobre quem amamos é um lance tão visceral que por vezes me segurei para não transbordar para o mundo essas sensações todas. Guardo-as comigo, pois é justo que só as transborde na sua presença, que tem sido cada vez mais rara e essencial.
 
Que continuemos eternizando os momentos que vivemos, e semeando essas vivências pelo mundo. Inclusive, queria que o mundo todo o conhecesse, e que seja pela tua arte.
Um amigo meu diz que ‘quando a arte fala por nós, não necessita de discurso’, e tenho aprendido o quanto isso tem poder e significado quando são pessoas de bom coração a fazê-la.

“Amor de índio” na voz de Bethânia, pois não há outra voz que me lembre tanto você:

“Tudo o que move é sagrado,

No inverno te proteger, 
no verão sair pra pescar, 
no outono te conhecer, 
primavera puder gostar,
no estio me derreter,
pra na chuva dançar e andar junto.

Sim, todo amor é sagrado.”